Radio Evangélica

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Ministério público vai denunciar Lula por ocultação de propriedade

Depois de confirmar que ele é dono de um tríplex reformado e mobiliado pela OAS, empreiteira punida no escândalo do petrolão, promotores enquadram o ex-presidente numa das modalidades clássicas do crime de lavagem de dinheiro
No bolso dos corruptores: investigadores não têm dúvidas que o apartamento no Guarujá pertence a Lula e sua mulher, Marisa Letícia(Paulo Whitaker/Reuters)
Um truque recorrente na carreira política do ex­presidente Lula é reescrever a história de modo a exaltar feitos pessoais e varrer pecados para debaixo do tapete. Mas os fatos são teimosos. Quando se pensa que estão enterrados para sempre, eles voltam a andar sobre a terra como zumbis de filmes de terror. O mensalão, no plano mestre de Lula, deixaria de existir se fosse negado três vezes todas as noites antes de o galo cantar. O petrolão, monumental esquema de roubalheira na Petrobras idealizado, organizado e consumado em seu governo - e, segundo testemunhas, com reuniões no próprio gabinete presidencial -, entraria para a história como mais um ardil dos setores conservadores da sociedade para impedir o avanço dos defensores dos pobres. Nem o mais cego dos militantes do PT ainda acredita nessas patacoadas que afrontam os fatos. Sim, os fatos, sempre eles. O tríplex de Lula no Guarujá é outro desses fatos que o ex-presidente esperava ver se dissipar no meio do redemoinho. Mas o tríplex está lá com seu elevador privativo e linda vista para o Atlântico, e vai continuar. De nada adiantou a pregação de Lula, na semana passada, para seu coro de blogueiros chapa-­branca muito bem remunerados com o dinheiro escasso e suado do pobre povo brasileiro: "Não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Pode ter igual, mas eu duvido". Pode até ser que a alma não veja o que o corpo faz e se entretenha no engano, mas a opinião pública há muito tempo não se ilude mais com essas mandingas autolaudatórias de Lula.
Pelo tríplex que queria manter clandestino, Lula será denunciado pelo Ministério Público por ocultação de propriedade, uma das modalidades clássicas do crime de lavagem de dinheiro. A denúncia contra o ex-presidente decorre da investigação de fraudes em negócios realizados pela Bancoop, cooperativa habitacional de bancários que deu calote em seus associados enquanto desviava recursos para os cofres do PT. A Bancoop quebrou em 2006 e deixou quase 3 000 famílias sem seus imóveis, enquanto viam, inermes, petistas estrelados receber seus apartamentos. Em abril do ano passado, VEJA revelou que, depois de um pedido feito por Lula ao então presidente da OAS, Léo Pinheiro, seu amigo do peito condenado a dezesseis anos de prisão no petrolão, a empreiteira assumiu a construção de vários prédios da cooperativa. O favor garantiu a conclusão das obras nos apartamentos de João Vaccari Neto, aquele mesmo que, até ser preso pela Operação Lava-Jato, comandou a própria Bancoop e a tesouraria do PT. A OAS assumiu também a reforma do tríplex de 297 metros quadrados no Edifício Solaris, de frente para o mar do Guarujá, pertencente ao ex-presidente Lula e a sua esposa, Marisa Letícia.
A OAS desempenhou ainda o papel de "laranja" de Lula, passando-se por dona do tríplex. A manobra foi cuidadosamente apurada pelos promotores do Ministério Público de São Paulo, que trabalham a apenas quinze minutos de carro da sede do Instituto Lula. Durante seis meses, eles se dedicaram a esquadrinhar a relação entre a OAS e o patrimônio imobiliário dos chefes petistas. Concluíram que o tríplex no Guarujá é a evidência material mais visível da rentável parceria de Lula com os empresários corruptores que hoje respondem por seus crimes diante do juiz Sergio Moro, que preside a Operação Lava-Jato. Os promotores ouviram testemunhas e obtiveram recibos e contratos que colocam o ex-presidente na posição de ter de explicar na Justiça as razões pelas quais tentou de todas as maneiras negar ser o dono do tríplex. Para os promotores, as negaças de Lula configuram o crime de lavagem de dinheiro.



-veja.abril.com.br/noticia/brasil/ministerio-publico-vai-denunciar-lula-por-ocultacao-de-propriedade - Por: Robson Bonin 22/01/2016

sábado, 23 de janeiro de 2016

Vamos ajudar a PF

Proponho que a Policia Federal libere uma conta e nós do povo, por pequenas doações, de R$ 5,00 em diante ajudaremos a autarquia.
Esses pequenos auxílios, poderão ser muito úteis, para abastecer os veículos, pagar contas de luz, telefone, etc...
Cada um dá, dentro do que puder, quem pode dar R$ 5,00 que dê esses cinco e quem puder dar R$ 50,00 que o faça, Sabemos que a PF conta com pessoas de altíssimo gabarito e que vem mostrando um trabalho excepcional, e que o mínimo que podemos fazer é colaborar dessa forma.
Sabemos o que o Governo Federal vem fazendo com o objetivo de melar as operações e acho que nós, podemos ajudar, com o objetivo, de que o trabalho que vem sendo feito, continue para limparmos o galinheiro, que essa corja vem transformando o nosso País.
Enquanto não pudermos gritar pela Intervenção Militar, que creio ser uma das formas de limparmos essa cloaca, então gritemos Fora Corruptos! - (apóstolo ely silmar vidal)

JAPONÊS' DA POLÍCIA FEDERAL TEM MOTIVOS PARA VISITAR LULA

INVESTIGADORES DA PF ACUMULAM MOTIVOS PARA INVESTIGAR LULA
Desde a primeira fase da Lava Jato, os investigadores acumulam motivos para promover a visita do "japonês da Federal" ao ex-presidente Lula, deixando de considerá-lo apenas "testemunha" ou "informante". A primeira citação a Lula no esquema, já em 2014, foi de Ricardo Pessoa (UTC), chefe do cartel de empreiteiras, que disse ter dado R$2,5 milhões roubados da Petrobras à sua campanha de 2006.
Em seus primeiros depoimentos, o doleiro Alberto Youssef, estopim do escândalo do Petrolão disse que Lula "sabia de tudo".
A revelação mais recente é de Nestor Cerveró: Lula foi bancado com R$50 milhões desviados de contratos da Petrobras em Angola.
Fernando Baiano, o operador do PMDB, contou que foi Lula quem mantinha Cerveró no cargo. E depois o indicou à BR Distribuidora.
Amigão de Lula, José Carlos Bumlai articulou um contrato para o Grupo Schahin na Petrobras, com objetivo de pagar um empréstimo ao PT.
O EX-PRESIDENTE LULA JÁ FOI ACUSADO EM PELO MENOS TRÊS DELAÇÕES. FOTO: WERTHER SANTANA/AE 



Leia na Coluna Cláudio Humberto - Publicado: 21/01/2016 -diariodopoder.com.br/noticia.php?i=47885607546

BRASIL SEM GOVERNO! DECLARAÇÃO BOMBÁSTICA DO MINISTRO MARCO AURÉLIO DO STF

DECLARAÇÃO DEVASTADORA – MINISTRO MARCO AURÉLIO DO STF DIZ: PRECISAMOS RECONHECER, COM DESASSOMBRO, QUE HOJE NÃO HÁ GOVERNO NO BRASIL"…
O ministro do STF Marco Aurélio Mello criticou, nesta sexta-feira (13), a crise política por que passa o Brasil e afirmou que ela tem origem na falta de harmonia entre os poderes, principalmente o Executivo e o Legislativo.
"Precisamos reconhecer, com desassombro, que hoje não há governo no Brasil", declarou. "Não se consegue tocar medidas econômica e financeiras indispensáveis à suplantação da crise mais séria, que é econômica e financeira. Precisamos deixar os interesses políticos paroquiais em segundo plano", afirmou o ministro.
Mello fez a declaração no Insper, em São Paulo, durante uma palestra que concedeu sobre liberdade de expressão.
Durante o discurso, ele também falou sobre a situação econômica do país e demonstrou preocupação com a alta da inflação e do desemprego. Para o ministro, porém, os problemas não vêm só de conflitos políticos recentes, mas também do crescimento demográfico do país nas últimas décadas.
"Em 1970, a população brasileira era de 90 milhões e desde então aumentou 128%. Saúde, educação e mercado de trabalho não aumentaram nesta porcentagem. E aí surge a confusão e grassa [alastra-se] a pobreza e a delinquência de toda ordem", afirmou Mello.
Sem citar explicitamente o Bolsa Família, o ministro afirmou ainda que programas de distribuição de renda têm sido apontado como solução para tais problemas, mas, na verdade, os agravam.
"Se disse muito nesses últimos 12 anos que é preciso incrementar as bolsas, as diversas bolsas e benesses. Ledo engano: a correção de rumos não está aí. As bolsas acabam provocando um aumento populacional e causar um desequilíbrio ainda maior. Mais do que isso, se não voltamos os olhos para criar oportunidades para os jovens, com as bolsas, acabamos criando uma casta de acomodados"



-cristalvox.com.br/2015/11/13/brasil-sem-governo-declaracao-bombastica-do-ministro-marco-aurelio-do-stf/ -folha.uol.com.br/poder/2015/11/1706001-nao-ha-governo-no-brasil-hoje-diz-ministro-do-stf.shtml

“Intervenção militar constitucional” é possível no contexto atual?

Em meio às manifestações populares realizadas em primeiro de novembro, como a da Avenida Paulista, que pressionavam pela investigação do escândalo da Petrobras e das suspeitas relativas ao processo eleitoral, foram vistos alguns cartazes – notoriamente minoritários – clamando por uma intervenção militar. Desde algum tempo antes, já circulavam na Internet comentários em defesa de uma ação militar contra o Governo Federal como sendo algo com total respaldo da nossa Constituição, evocando para isso o seu artigo 142. Parece clara a necessidade de colocar os "pingos nos is" e entender até que ponto isso é verdade.
Definitivamente, podemos responder de antemão: em nenhum ponto. A possibilidade de haver uma intervenção militar acionada mediante uma reivindicação popular nas ruas, com amparo em nosso ordenamento jurídico, é nada mais que um mito. Basta ler o tão proclamado artigo 142. Ele diz:
"As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem."
Diante do fato de que vivemos em uma democracia representativa, qualquer ação militar precisa ser requisitada por um dos três "poderes constitucionais", inspirados na velha teoria da separação dos poderes de Montesquieu: Legislativo, Executivo ou Judiciário. Não é concebível imaginar que, indo às ruas com cartazes, o povo possa, respaldado pela Lei Suprema do país, convocar as Forças Armadas a derrubar a Presidente.
A Presidência da República, aliás, é apontada como a "autoridade suprema" sob a qual as Forças Armadas se organizam. Isso não está aberto a interpretações ou relativizações. Seria um contrassenso e uma completa quebra de hierarquia uma intervenção dos militares para destituição de sua liderança suprema. Uma das principais finalidades do Exército, da Marinha e da Aeronáutica é justamente garantir a estabilidade institucional dos três poderes, o que inclui a manutenção do chefe do Executivo durante os 4 anos previstos, em condições de normalidade, e não o contrário.
A única possibilidade de o presidente não concluir seu mandato por vias legais é sendo destituído através de ferramentas previstas em nosso arcabouço legislativo e que não passam em momento algum por nenhum tipo de intervenção militar armada, como, por exemplo, o impeachment, previsto no artigo 85 da Carta Magna e regulamentado pela lei 1.079/50.
Vale lembrar que, de acordo com o inciso 2º do artigo 15 da Lei Complementar nº 97, de 1999, "a atuação das Forças Armadas, na garantia da lei e da ordem, por iniciativa de quaisquer dos poderes constitucionais, ocorrerá de acordo com as diretrizes baixadas em ato do Presidente da República, após esgotados os instrumentos destinados à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio". Note-se: uma eventual "intervenção militar constitucional" apenas se daria com a observância de diretrizes estipuladas pelo Presidente  – atualmente, não precisamos lembrar, Dilma Rousseff.
O texto expressa ainda que essa eventual intervenção é excepcional, ou seja, apenas pode ser aplicada após o esgotamento de todos os instrumentos convencionais que se destinam exatamente à preservação da ordem pública. Quais instrumentos são esses? A nossa Constituição fixa taxativamente, em seu artigo 144, que a segurança pública é dever do Estado e exercida para a preservação dessa ordem e a integridade das pessoas e do patrimônio, por meio da polícia federal, polícia rodoviária federal, polícia ferroviária federal, das policias civis e militares e do corpo de bombeiros. Portanto, apenas se todas essas forças estiverem esgotadas ou comprometidas, se poderia pensar na possibilidade de uma ação militar constitucional.
O advogado constitucionalista Alexandre de Moraes, graduado em Direito pela USP e doutor em Direito do Estado, faz uma oportuna afirmação:
"A multiplicidade dos órgãos de defesa da segurança pública, pela nova Constituição, teve dupla finalidade: o atendimento aos reclamos sociais e a redução da possibilidade de intervenção das Forças Armadas na segurança interna".¹
Fica muito claro que a intervenção militar imaginada por algumas correntes minoritárias que têm surgido em meio à recente revitalização de um movimento liberal e conservador no país não possui qualquer embasamento constitucional. Não existe a possibilidade de afirmar que nossa Constituição, estabelecendo as conformações do Estado e a autoridade da Presidência, preveja, ela mesma, a ideia de uma derrubada de suas bases pelas forças que devem sustentá-las. Todos aqueles que clamam por tal coisa, de boa ou má-fé, estão pedindo, nada mais, nada menos, que um golpe, e é preciso que isso fique muito claro.
Por maiores que sejam as irregularidades que enxerguemos nas atitudes do atual governo brasileiro, por mais ansiosos que nos sintamos por deter seu ímpeto na busca do poder pelo poder, ainda existem estruturas institucionais em funcionamento no Brasil. Parece-nos que uma manifestação ou pressão popular que clame pelo respeito a elas deve buscar uma mobilização dessas estruturas, e não a derrocada definitiva das mesmas. Combater medidas autoritárias invocando um autoritarismo golpista não parece ser o caminho – muito menos se encoberto por falsas premissas, sendo a Constituição tão clara e objetiva a esse respeito. Demonstrado isso, esperamos que nas próximas manifestações, já marcadas para 15 de novembro, essas propostas – que, frisamos, são minoritárias – não prosperem em um movimento que se quer democrático, respeitando a ordem vigente no país. Nesse sentido, subscrevemos a famosa frase do filósofo austríaco Karl Popper: "Não devemos aceitar sem qualificação o princípio de tolerar os intolerantes, senão corremos o risco de destruição de nós próprios e da própria atitude de tolerância".²
Referências bibliográfica
1. MORAES, Alexandre, Direito Constitucional. 21 ed. São Paulo: Atlas, 2007, p. 767.
2. The Open Society and Its Enemies: The Spell of Plato, by Karl Raimund Popper, Princeton University Press, 1971, ISBN 0-691-01968-1, pg.265.
*Diogo de Castro Ferreira é advogado, Graduado em Direito pelo Instituto Vianna Júnior
**Pedro Henrique Ferreira e Silva é advogado, Graduado em Direito pela Universidade Federal de Viçosa


Por Lucas Berlanza - Diogo de Castro Ferreira*, Pedro Henrique Ferreira** - 11/11/2014-institutoliberal.org.br/blog/intervencao-militar-constitucional-e-possivel-contexto-atual/

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

"UMA SESSÃO PRA LÁ DE SUSPEITA”

Uns dizem que o Supremo comportou-se como um autêntico tribunal bolivariano. Outros, que o STF exorbitou da sua competência constitucional e invadiu os poderes inerentes ao Legislativo. Terceiros acrescentam, ainda, que ao dar pleno poder de decisão ao Senado, a mais alta instância do poder judiciário desmereceu o regimento da Câmara quando por várias vezes fez valer o seu próprio.
Percebo muito de factível nas críticas dos analistas. Acrescento que essa sessão, jogando por terra a autorização da Câmara para abertura de um processo de impeachment contra a presidente da República, certamente ficará tristemente marcada na história daquela casa pela desilusão que causou a cerca de 93% de brasileiros, segundo pesquisa, que anseiam ver questionado o comportamento do governo petista. Irá para os anais da casa também como a mais suspeita de todas quantas já assistimos.
E bota suspeição nisso. Ficou no ar a clara impressão de que as cartas estavam marcadas. Isso é muito preocupante, pois no Supremo, mesmo que com um pé atrás, estavam depositadas nossas expectativas de mudanças atendendo com rigor aos preceitos legais. Difícil crer, agora, que o Senado aprove o prosseguimento da ação.
Recordemos que no primeiro dia da sessão plena, o ministro relator da matéria, Luiz Edson Fachin, em alentado relatório de quase duas horas, para surpresa geral, aprovou ponto por ponto a proposta do Congresso. Ora, Fachin é aquele mesmo que só teve seu nome aprovado para o STF em face do empenho total da máquina do Executivo, o que foi visto até como a caracterização de interferência indevida de um Poder em outros.
A partir dali, a certeza da aprovação do que o Congresso deliberara foi tanta que o comentarista político Merval Pereira chegou a afirmar num jornal da noite tudo indicar que a tese seria acatada por unanimidade pelos magistrados. Que nada, o primeiro a votar no dia seguinte, o ministro Luís Roberto Barroso, famoso por sua atuação no processo do Mensalão, sempre favorável aos réus petistas, rebateu ponto por ponto as teses de Fachin. Ninguém entendeu.
A partir daí, na realidade, passou a relator da matéria, pois os votos seguintes, nos aspectos essenciais, seguiram os seus. E todos, antes de rechaçar o trabalho de Fachin, parece que combinado, teciam misteriosos elogios ao seu relatório qualificando-a como excepcional, "verdadeira obra de arte". Houve um que até elogiou sua "perfeita dicção", qualidade que ele não possui mesmo! Ora, como um trabalho tão perfeito pode ser rejeitado de ponta a ponta! Falsidade ou acerto prévio?
Outro disse que concordava com o relator em tudo, "menos em quatro pontos apenas". Rematado cinismo, pois eram exatamente os pontos que, uma vez rejeitados, tornavam nulo o trabalho do Congresso e jogavam para o espaço a autorização para a abertura do processo de impeachment.
O mais estranho, porém, aumentando a perplexidade que tomou conta de todos, foi o voto de Dias Toffoli, este, indubitavelmente, o mais ligado ao petismo seguindo quase que na íntegra o voto de Fachin, sobretudo no essencial. Mas percebam que quando Toffoli votou o destino do pleito da Câmara já estava sacramentado.
Coerentes com o que era lógico só os votos de Gilmar Mendes e de um ou outro ministro mais próximo ao petismo. No mais, ficou uma sensação de prévio acerto, se isso é possível, condenável sob todos os aspectos, mais ainda quando se trata do judiciário.
O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR 21/12/2015 - Gen Gilberto Pimentel Presidente do Clube Militar



-clubemilitar.com.br/o-pensamento-do-clube-militar-23/

A REVOLUÇÃO BATE A NOSSA PORTA


Já fiz carta. Já fiz artigo. Já tive artigo publicado na Folha de São Paulo. Já vi a fome em vários lugares. Já vi a morte de perto. Já comandei as Polícias do Piauí e de São Paulo. Já vi a pior das misérias humanas, que é a falta de caráter. Já vi a droga destruindo a juventude, em São Paulo. Já vi crianças jogadas nos depósitos infectos e roídas pelos ratos. Já vi a falta de amor.
Já vi o meu Brasil, de norte ao sul e de leste a oeste. Vi o índio sendo explorado. Já chorei ao lado de uma mãe, que desesperada dizia-me que o filho era ladrão. Fiz parte da Comissão Especial de Investigação no Governo do Dr. Itamar Franco. Já fui Provedor de Santa Casa e Presidente de Abrigo para Idosos e revolta-me o Estado viver abraçado ao pensamento de Tertuliano (160 – 220 DC): PÃO E CIRCO
Vi o verdadeiro homem. Este homem brasileiro é o TRABALHADOR HONESTO, o HOMEM da FRONTEIRA, o POLICIAL que sacrifica sua vida pela sociedade. Vi a DEDICAÇÃO do SOLDADO das Polícias Militares. Vi a santa mãe que não larga seu filho em qualquer situação. E de tudo que vi quatro fatos que aconteceram comigo permitem que eu diga: DEUS existe na sua maravilha total. Tive uma grande família. Casei, perdi a minha primeira santa e casei uma segunda vez com outra santa. Recebi uma chuva de pétalas de rosas ao deixar o Comando da Polícia Militar de São Paulo. Vesti por 44 anos a farda do Exército Brasileiro.
Nasci em 1924 e estou completando 91 anos no dia 24 de dezembro de 2015. Nesses 32.780 dias vi um pouco da NOSSA HISTÓRIA. Vi a REVOLUÇÃO de 1930, ouvi falar de 32, 35, 37, 38, da guerra, da queda de Getúlio. A partir de 1947, vivi nos quarteis cumprindo ordem, instruindo jovens, vendo o Brasil balançar com a morte brusca de Getúlio. Golpe do Lott, Eleição de Juscelino, Jânio, Goulart. Governo dos Presidentes Militares com o RESTABELECIMENTO da ORDEM e volta da tão falada democracia, o Estado Democrático de direito.
A DEMOCRACIA para mim e para meu professor de direito é o CUMPRIMENTO da LEI. Matar, assaltar, sequestrar, assassinar, roubar, mentir são ATOS CRIMINOSOS praticados por TERRORISTAS. Vi esta fase como Comandante do CPOR e mostrava aos jovens o que era a vida e eles ainda hoje vivem lutando pela democracia.
Em 1988 fui para a reserva. Era a lei. Cheguei a General de Divisão e formamos um GRUPO, chamado Grupo Guararapes. Comecei a ver coisas que nunca tinha visto. Parecia coisa de alma do outro mundo, alma penada, ou lobisomem. O Grupo PREVIU a QUEDA de Collor um ano antes. Quando ele, na campanha, subiu as escadas do TSE com papeis na mão chamando o Presidente da República de nomes impublicáveis, SENTIMOS QUE TUDO ESTAVA PERDIDO. COMEÇAMOS A DESCER A LADEIRA.
Apareceu um GRUPO de ESQUERDA FORTE e dizendo-se DONO DA VERDADE. Derrubou COLLOR e foi contra tudo e contra todos. Iria salvar O Brasil. Como no Brasil NÃO SE LÊ a MEDIOCRIDADE IA DOMINANDO. O GRUPO foi se afirmando no meio da população brasileira, na maioria SEMIANALFABETA, chegou ao governo, AO COMANDO de um HOMEM EXPERTO e SEMI-ANALFABETO.
Cai COLLOR. Sobe ITAMAR. Vamos fazer parte da CEI (Comissão Especial de Investigação). Vi a PODRIDÃO por dentro. Meu Deus. Novo governo e tudo da CEI jogado fora. OS BANDIDOS PROTEGIDOS.
A idade avançava. O GRUPO publicava documentos fortes, mostrando a realidade. TODOS CEGOS, SURDOS e MUDOS. Sabia-se que O DESASTRE SE APROXIMAVA. Sabia-se o que iria acontecer e aconteceu, pois não podemos esquecer o que afirmou o revolucionário Mikhail BAKUNIN (criador do ANARQUISMO): "Aqueles que ANTES ERAM OPERÁRIOS, ao se tornarem GOVERNANTES ou representante do povo, deixarão de ser operários, passarão a olhar os operários do alto, NÃO REPRESENTARÃO O POVO, SOMENTE ELES PRÓPRIOS... Quem duvidar disso é porque não conhece a natureza humana. "
Chegamos onde chegamos. 2015. GOVERNO DITO POPULAR (13 anos) e o CAOS DOMINANDO O PAÍS. Vamos lá: 
1. Senador preso. Os presidentes da Câmara e do Senado acusados pela PGR de LADRÕES e PRATICANTES DE OUTROS CRIMES; 
2. PROCESSOS ESCABROSOS, sendo abertos e outros por serem abertos. 
3. Só o PETROLÃO seria suficiente para que o POVO SE REVOLTASSE 
4. Os Poderes Executivo e Legislativo APODRECERAM, FALIRAM e os TRÊS CHEFES (Senado/Câmara/Presidente da República) JÁ DEVERIAM TER SIDOS AFASTADOS e PRESOS para o BEM do Brasil.
CHORO pelos meus netos e bisnetos. NÃO ACREDITAM NO PAÍS. O QUE SERÁ DELES? País governado por BILTRES, CORRUPTOS, CORRUPTORES, CÍNICOS, DEVASSOS.
Quando li a frase de Luiz Costa; "se o DINHEIRO e MUITAS VULVAS FALASSEM sobre o Brasil" fiquei sem fala. Esta é a grande verdade. Para terminar ASSISTIMOS O FIM DE TUDO. Há críticas fortes contra os Ministros do STF. Falam que NÃO SÃO MAIS JUÍZES e sim, REPRESENTANTES de PARTIDO POLÍTICO. O Poder Judiciário JÁ NÃO JULGA, LEGISLA, pois Executivo e Legislativo SE DIGLADIAM pela posse do PODER. 
O ÚLTIMO QUE SAIR FECHE À PORTA



Gen. de Div. Ref. Francisco Batista Torres de Melo - GRUPO GUARARAPES - 06/01/2016