Radio Evangélica

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Dirceu decide falar na Lava Jato: 'O Zé está pronto para responder tudo'

Preso há mais de cinco meses em Curitiba, ex-ministro deve falar sobre sua relação com lobistas e a escolha de Renato Duque para a diretoria da Petrobras
Preso há 175 dias por suspeitas de embolsar milhões de reais em propina no esquema do petrolão, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu decidiu falar. Segundo o criminalista Odel Antun, defensor de Dirceu, o petista vai apresentar ao juiz Sergio Moro na sexta-feira sua versão sobre as acusações de que recebeu dinheiro sujo de empreiteiros da Lava Jato e de que lavou os recursos em viagens de jatinho, imóveis e consultorias fictícias. Entre os pontos que o próprio Dirceu deve mencionar em seu depoimento estão a tese de que o lobista Milton Pascowitch teria utilizado indevidamente seu nome para comprar um jatinho do também lobista Julio Camargo e a argumentação de que a escolha do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque não passou por suas mãos. "O Zé está pronto para responder tudo", disse Antun.
Segundo o Ministério Público, as suspeitas são de que Dirceu, réu pelos crimes de corrupção, crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa, atuava em um dos núcleos do esquema de corrupção na Petrobras para arrecadar propina de empreiteiras por meio de contratos simulados de consultoria com a empresa dele, a JD Consultoria e Assessoria. Os indícios nas investigações apontam que o petista recebeu 11,8 milhões de reais em dinheiro sujo, tendo lavado parte dos recursos não só em serviços fictícios de consultoria, mas também na compra e reforma de imóveis para familiares e na simulação de aluguéis de jatinhos.
De acordo com as investigações, o esquema do ex-chefe da Casa Civil na Lava Jato movimentou cerca de 60 milhões de reais em corrupção e 64 milhões de reais em lavagem de dinheiro. Ao todo, o MP calcula que houve 129 atos de corrupção ativa e 31 atos de corrupção passiva entre 2004 e 2011, além de 684 atos de lavagem de dinheiro entre 2005 e 2014.
O nome de José Dirceu foi frequentemente citado por delatores da Lava Jato como o destinatário de propina do esquema criminoso. O lobista Julio Camargo, delator da Operação Lava Jato, voltou a afirmar na sexta-feira que repassou 4 milhões de reais em propina ao ex-ministro da Casa Civil. O dinheiro sujo foi recolhido, segundo Camargo, a mando do ex-gerente de Serviços da Petrobras Renato Duque e pago de forma parcelada: foram 2 milhões de reais entre abril de 2008 e abril de 2009, 1 milhão de reais entre julho e agosto de 2010 e o restante foi pago a partir de uma conta de afretamento de jatinhos que o petista utilizava.
A avaliação dos procuradores que atuam na Operação Lava Jato é a de que Dirceu é um criminoso reincidente, porque praticou crimes depois de o processo do mensalão já ter sido concluído. É possível que a Justiça imponha ao petista também o agravante de maus antecedentes, já que, segundo o procurador da República Roberson Pozzobon, ele praticou crimes de corrupção e lavagem de dinheiro pelo menos desde 2006, quando passou a receber dinheiro sujo de empreiteiras. A reincidência e os maus antecedentes são fatores considerados pela Justiça para aumentar a pena do suspeito em caso de condenação.
Reincidência e maus antecedentes podem aumentar a pena de Dirceu, caso o ex-ministro seja condenado na Lava Jato - (Vagner Rosário / VEJA -Por: Laryssa Borges, de Brasília - 25/01/2016)



-veja.abril.com.br/noticia/brasil/dirceu-decide-falar-na-lava-jato-o-ze-esta-pronto-para-responder-tudo

A honestidade de Lula

O rapaz, teve o caráter moral capaz de levá-lo a entregar a maleta com os dez mil dólares, ainda que aquilo lhe pudesse fazer falta, uma vez que ganha em média um salário mínimo e meio, e que aquele dinheiro poderia ter contribuído em muito para o seu parco orçamento familiar. 
E ele pede como recompensa, conhecer o presidente, que à época era o travesti de operário. Levam-no para conhecer esse, que hoje se gaba de ser o repositório ético do País, e o que se ouve no vídeo é um deboche de um cafajeste que naquele momento ocupava o mais alto posto no comando da Nação. 
Que pena, nem a história recente, contribui para servir por álibi ao apedeuta. Somente reforça que o mesmo não passa de um simulacro de repositório ético e moral, que não engana ninguém que tenha um pingo de conhecimento dos fatos. 
E mais uma vez nos mostra que a mídia é uma sem vergonha, porque não tem a coragem de escancarar a verdadeira face do quadrilheiro fanfarrão. 
(ely silmar vidal) 

"O dicionário informa: Lula não é honesto. O vídeo acrescenta: nunca foi 
- Coluna do - Augusto Nunes - 22/01/2016 
Na mais recente missa negra celebrada no Instituto Lula, com um bando de blogueiros servindo de coroinhas sabujos, Lula comunicou no meio do sermão que é ele o detentor do título de campeão brasileiro de honestidade. "Se tem uma coisa que eu me orgulho neste país é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu", louvou-se o pregador. "Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da igreja católica, nem dentro da igreja evangélica. Pode ter igual, mas eu duvido". 
Uma consulta a qualquer dicionário informa que só leva a sério opalavrório de Lula gente que acharia muito justa a vitória do colega Marcola num concurso que elegeu o Presidiário Modelo. O verbete ensina que o adjetivo honesto só é aplicável a alguém que seja 1) honrado, 
probo; 2) consciencioso, sério, digno de confiança; 3) justo, escrupuloso; 4) imparcial; 5) veraz; 6) decente, decoroso, virtuoso; 7) casto, pudico, recatado. Nem Marilena Chauí ousaria enquadrar seu santo padroeiro numa das sete opções. 
O ex-presidente nasceu desprovido do sentimento da honra, nunca rimou com seriedade, inspira tanta confiança quanto um hipnotizador de circo mambembe, desconfia que escrúpulo é nome de inseto, é mais parcial que torcida organizada, mente como Dilma Rousseff, é tão virtuoso quanto Rosemary Noronha e acha que decência é coisa de otário. Para o homem que 
liderou a execução do projeto criminoso de poder, o único pecado mortalé perder eleição. A eternidade no poder é o fim que justifica todos os meios ─ do furto do cofrinho da bisavó à venda da mãe em suaves prestações. 
Se os dicionários berram em coro que Lula não é honesto, o vídeo acrescenta que nunca foi. Os 22 segundos iniciais reproduzem a discurseira em que o camelô de empreiteira comunica aos blogueiros que será aprovado com louvor no Juízo Final. Os 68 segundos restantes registram o momento mais assombroso da conversa ocorrida em 25 de março de 2004 entre o então presidente e um faxineiro que, dias antes, devolvera ao dono a sacola com 10 mil dólares que encontrou no banheiro do aeroporto de Brasília. 
Graças ao exemplo de honradez, o faxineiro Francisco Basílio Cavalcante conseguiu alguns minutos de notoriedade e um encontro com Lula no Palácio do Planalto. O visitante lutava pela sobrevivência acossado permanentemente por contas atrasadas. O anfitrião já entrava sem bater no clube dos milionários. Era o chefe supremo de um partido com os cofres abastecidos por dinheiro público e parceiros de negociatas. E já havia pacificado o Congresso com a farra do Mensalão, que só seria descoberta em meados de 2005. 
─ Você acha que tem muitos brasileiros que fariam o que você faz? ─ pergunta Lula na abertura da conversa. 
─ Tem ─ responde Francisco sem titubeios. ─ Tive alguns amigos que me disseram para ficar com o dinheiro, mas esse é o lado desonesto. 
─ Mas nem é desonestidade, não ─ discorda o presidente. ─ Quem acha um dinheiro assim, sem dono, pensa em melhorar de vida. Os que têm a consciência muito forte como você são muito poucos. 
Ele nunca esteve entre esses "muito poucos". Se estivesse no lugar do faxineiro, o dono da sacola nunca mais veria a cor do dinheiro. Lula faria com os 10 mil dólares o que fizeram com os bilhões da Petrobras os gatunos que apadrinhou. 


Tags: blogueiros, faxineiro, Francisco Basílio Cavalcante, honestidade, honesto, Lula


 

Presidente do PT compara prisões da Lava Jato à pior fase da ditadura

O presidente do PT, Rui Falcão, voltou a criticar a Operação Lava Jato nesta quarta-feira (20) e comparou as prisões de suspeitos investigados à proibição do habeas corpus na ditadura militar. 
Na segunda-feira (18), ele havia defendido um manifesto de advogados que criticava o juiz federal Sergio Moro e os métodos da investigação sobre a Petrobras. 
Em discurso no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, que reúne movimentos sociais e ativistas de esquerda, Falcão criticou os acordos de delação premiadas e afirmou que há um risco de um "embrião de um Estado de exceção". 
Também disse que nenhum combate à corrupção justifica a perda de direitos e citou o AI-5 (Ato Institucional número 5, de 1968), que marcou o início da pior fase da repressão militar. 
"O AI-5 proscreveu [baniu] o habeas corpus. Quando o habeas corpus foi proscrito [na ditadura], houve uma insurgência no Judiciário. Três ministros do Supremo foram cassados e um general do Superior Tribunal Militar foi colocado na geladeira. Setores da mídia e da sociedade combateram a proscrição do habeas corpus. Hoje, nós temos o habeas corpus inscrito entre direitos fundamentais. No entanto, ele está proscrito por setores do Judiciário com apoio da mídia monopolizada." 
Falcão também falou que há uma "ideologia de punitivismo" no país. 
"As pessoas são condenadas de antemão pela mídia. Aqueles que roubam têm o direito de delatar para depois ir para casa gozar do resto do dinheiro que guardaram." 
Em outro trecho de seu discurso, ele citou o Ministério Público Federal e a "teoria do preposto", de responsabilização de partidos por obtenção de recursos de origem criminosa em campanha eleitoral.
"É uma nova versão da 'teoria do domínio do fato' [usada no caso do mensalão], é inovação que esses supostos juristas vão criando." 
Ao falar da situação política nacional, disse que o ex-presidente Lula conseguiu em seus mandatos uma "convivência" com diversos setores da sociedade que, com a crise mundial, foi inviabilizada. Hoje, disse ele, há pressão para a redução de "conquistas" obtidas por trabalhadores desde o governo de Getúlio Vargas. 
Em um aceno a militantes, o presidente do PT também disse que as propostas de reformas da Previdência não podem vir "de cima para baixo" e precisarão ser discutidas. 
Ele defendeu ainda a união de movimentos contra o impeachment "para além dos partidos". 
USINA DE INSTABILIDADE 
Outros debatedores do evento também fizeram críticas de teor parecido. O dirigente do PC do B Walter Sorrentino disse que a Lava Jato virou uma "Justiça à parte", que busca a "criminalização da política". "É uma usina de instabilidade", falou. 
O ex-ministro Roberto Amaral, do PSB, e o senador Roberto Requião, do PMDB-PR, falaram que há influência internacional no movimento que busca a saída da presidente. 
Antes do evento, Falcão criticou a alta dos juros pelo Banco Central. 
"A elevação da taxa de juros produz recessão, amplia o ganho de rentistas e não resolve o problema da inflação. Vimos com satisfação que o mercado nos acompanhou nisso aí. Como o BC tem autonomia, não sei qual decisão vão tomar." 
Disse também que o novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, vem tomando medidas "positivas que precisam ser complementadas". 
Falcão disse ainda que a ideia de cassar o registro do PT é um "factoide" de quem busca notoriedade. "Mostra que aqueles que não ganham eleição tentam mudar as regras do jogo recorrendo a todo tipo de manobra e, contra elas, temos que estar atentos e vigilantes." 
FELIPE BÄCHTOLD DE PORTO ALEGRE - uol - 20/01/2016 –



folha.uol.com.br/poder/2016/01/1731745-presidente-do-pt-compara-prisoes-da-lava-jato-a-pior-fase-da-ditadura.shtml

CAMARGO CORRÊA CRIA PROGRAMA DE DELAÇÃO INTERNA

EMPENHADA PARA DESLIGAR SEU NOME DO ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO
A Construtora Camargo Corrêa, alvo da Operação Lava Jato por cartel na Petrobras, criou um sistema inédito entre as empreiteiras para aprimoramento de controles internos da companhia. O Programa Interno de Incentivo à Colaboração (PIIC) permite a todos os seus profissionais, inclusive àqueles que já deixaram a empresa, colaborar na identificação de atos ilícitos ligados aos fatos investigados na Lava Jato.
A medida representa um avanço estratégico da Camargo Corrêa em seu compromisso com a Justiça de eliminar qualquer resquício do modelo desmontado pela força-tarefa da Polícia Federal e da Procuradoria da República.
A empreiteira, empenhada em desligar seu nome do maior escândalo de corrupção do País, já se havia antecipado em outra frente importante - foi a primeira citada no cartel da Petrobras a firmar acordo de leniência com o Ministério Público Federal e com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão antitruste do governo.
O PIIC oferece a possibilidade aos executivos da construtora de colaborar voluntariamente, "reportando e comprovando, diretamente a consultores especializados e independentes, sua participação em eventuais irregularidades". O prazo de adesão se encerra em 19 de fevereiro.
Em contrapartida à participação do colaborador, a Camargo Corrêa irá oferecer apoio jurídico e se compromete a não aplicar sanções de ordem legal, a que ela possa ter direitos, em decorrência dos atos praticados.
Além disso, os participantes do programa poderão requerer as proteções previstas nos acordos de colaboração firmados com o Ministério Público Federal e com o Cade. Este benefício só poderá ser obtido mediante sua aceitação e homologação pelas autoridades competentes.
"A Construtora Camargo Corrêa reitera seu compromisso na construção e consolidação de um modelo de negócios sustentável, fundamentado na Ética, no Compliance e na Competência Técnica para seguir contribuindo com o desenvolvimento econômico e social do Brasil", destaca nota da companhia.(AE)
A MEDIDA REPRESENTA UM AVANÇO ESTRATÉGICO DA CAMARGO CORRÊA EM SEU COMPROMISSO COM A JUSTIÇA FOTO: EDSON JR./GOVERNO SP - Publicado: 22/01/2016


-diariodopoder.com.br/noticia.php?i=47986668116

Bumlai entrega mulher de Lula e Instituto na PF

Além de confirmar R$ 12 milhões ao PT, Bumlai entrega mulher de Lula e Instituto na PF
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Vejam só. No terceiro depoimento de Bumlai à PF, o comparsa de Lula, reafirma os R$ 12 milhões dados ao PT para cobrir mutretas de campanha e fala algo curioso sobre o 'modus operandi' do molusco 51, o brahma.
O 'cumpanhero' de Lula diz que sempre mandava E-mails ao 'Instituto Lula', também conhecido pelos internautas como 'cafofo do ratão'.
Nesses E-mails, Bumlai pedia para que Lula ou seus alienados 'ajeitassem' as coisas, tanto durante campanhas quanto em relação a contratos e outros cambalachos.
Além disso, o sujeito disse que se comunicava com Lula através do celular de Marisa, já que Lula, espertalhão como sempre, não tem um número de celular próprio, (justamente para evitar ser pego em interceptações ou se pego, poder alegar em sua defesa que o celular não é dele).
Resumindo: com mais esse depoimento de Bumlai, somado à delação de Cerveró e o  que pode sair da boca de Delcídio, o tosco, é provável que tanto Lula quanto outros petistas do alto escalão comuna brasileiro, poderão sim ir para a cadeia a qualquer momento.
E um detalhe, além de filhos e noras, agora a PF deve estar de olho na 'dona Marisa', a mulher de Lula. Essa, sem sombra de dúvida, conforme relata Bumlai, sabe de muita coisa, é uma caixa-preta, um arquivo vivo da família petralha da silva.
(Se quiser ler mais sobre isso, clique aqui e vá ao Estadão)



-folhacentrosul.com.br/post-politica/9727/alem-de-confirmar-r-12-milhoes-ao-pt-bumlai-entrega-mulher-de-lula-e-instituto-na-pf

Reportagem mostra a petista Gleisi Hoffmann atolada em negócios suspeitos com a OAS

As investigações da Polícia Federal sobre o esquema de distribuição de propinas a políticos pela OAS alcançaram a senadora Gleisi Helena Hoffmann (PT-PR). A senadora petista, que um dia sonhou em substituir Dilma Rousseff, já está sendo investigada pelo recebimento de propina no âmbito da Operação Lava-Jato e por suspeita de ter se beneficiado financeiramente de ilícitos cometidos no Ministério do Planejamento no tempo em que seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, comandava a pasta.
De acordo com o jornal "O Globo", a PF afirma que uma sequência de mensagens indica que Gleisi teria atendido interesses da OAS em relação à concessão de aeroportos. As mensagens são de 25 de setembro de 2013, época em que a petista era chefe da Casa Civil.
Gleisi já é investigada pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em inquérito aberto no STF na esfera da Lava-Jato e também é investigada por desvio de recursos do Ministério do Planejamento.
"Sequência de e-mails indica que Gleisi Hoffmann teria atendido interesses da OAS naquilo que (diz) respeito a exploração de aeroportos", diz a PF. São cinco mensagens sobre o assunto num intervalo de quatro minutos e 16 segundos. A primeira é de um número que a PF diz ser do publicitário Valdemir Flávio Garreta. Ele escreveu: "GLEICE (sic) deu entrevista liberando galeão para nós".
A segunda mensagem é do e-mail acmp@oas.com, do acionista da empresa Antonio Carlos Mata Pires, que disse: "Grande vitória!!!". Na licitação citada a Invepar, ligada à OAS, conseguiu direito de participar da disputa, mas a vencedora ao final foi a Odebrecht.
Outra mensagem é de um telefone atribuído a Gustavo Rocha, presidente da Invepar, empresa que tem a OAS e fundos de pensão como acionistas: "Acabei de te enviar uma entrevista da ministra Gleisy (sic) sobre aeroportos". As duas últimas mensagens são de César Mata Pires Filho, que foi vice-presidente do grupo OAS. Ele dá parabéns e depois manda o link de uma reportagem publicada no site do Globo. Por intermédio da assessoria, a senadora informou que, na época, coordenava o processo das concessões e fez várias reuniões com empresários participantes do processo. Gleisi disse que "nunca tratou de interesse particular de qualquer empresa".
A OAS repassou R$ 1,23 milhão para Gleisi em três campanhas: R$ 780 mil em 2010 (quando Gleisi disputou o Senado), R$ 250 mil em 2008 (na campanha da petista à prefeitura de Curitiba) e R$ 100 mil em 2006 (na disputa ao Senado).


-ucho.info/reportagem-mostra-a-petista-gleisi-hoffmann-atolada-em-negocios-suspeitos-com-a-empreiteira-oas

Ministério público vai denunciar Lula por ocultação de propriedade

Depois de confirmar que ele é dono de um tríplex reformado e mobiliado pela OAS, empreiteira punida no escândalo do petrolão, promotores enquadram o ex-presidente numa das modalidades clássicas do crime de lavagem de dinheiro
No bolso dos corruptores: investigadores não têm dúvidas que o apartamento no Guarujá pertence a Lula e sua mulher, Marisa Letícia(Paulo Whitaker/Reuters)
Um truque recorrente na carreira política do ex­presidente Lula é reescrever a história de modo a exaltar feitos pessoais e varrer pecados para debaixo do tapete. Mas os fatos são teimosos. Quando se pensa que estão enterrados para sempre, eles voltam a andar sobre a terra como zumbis de filmes de terror. O mensalão, no plano mestre de Lula, deixaria de existir se fosse negado três vezes todas as noites antes de o galo cantar. O petrolão, monumental esquema de roubalheira na Petrobras idealizado, organizado e consumado em seu governo - e, segundo testemunhas, com reuniões no próprio gabinete presidencial -, entraria para a história como mais um ardil dos setores conservadores da sociedade para impedir o avanço dos defensores dos pobres. Nem o mais cego dos militantes do PT ainda acredita nessas patacoadas que afrontam os fatos. Sim, os fatos, sempre eles. O tríplex de Lula no Guarujá é outro desses fatos que o ex-presidente esperava ver se dissipar no meio do redemoinho. Mas o tríplex está lá com seu elevador privativo e linda vista para o Atlântico, e vai continuar. De nada adiantou a pregação de Lula, na semana passada, para seu coro de blogueiros chapa-­branca muito bem remunerados com o dinheiro escasso e suado do pobre povo brasileiro: "Não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Pode ter igual, mas eu duvido". Pode até ser que a alma não veja o que o corpo faz e se entretenha no engano, mas a opinião pública há muito tempo não se ilude mais com essas mandingas autolaudatórias de Lula.
Pelo tríplex que queria manter clandestino, Lula será denunciado pelo Ministério Público por ocultação de propriedade, uma das modalidades clássicas do crime de lavagem de dinheiro. A denúncia contra o ex-presidente decorre da investigação de fraudes em negócios realizados pela Bancoop, cooperativa habitacional de bancários que deu calote em seus associados enquanto desviava recursos para os cofres do PT. A Bancoop quebrou em 2006 e deixou quase 3 000 famílias sem seus imóveis, enquanto viam, inermes, petistas estrelados receber seus apartamentos. Em abril do ano passado, VEJA revelou que, depois de um pedido feito por Lula ao então presidente da OAS, Léo Pinheiro, seu amigo do peito condenado a dezesseis anos de prisão no petrolão, a empreiteira assumiu a construção de vários prédios da cooperativa. O favor garantiu a conclusão das obras nos apartamentos de João Vaccari Neto, aquele mesmo que, até ser preso pela Operação Lava-Jato, comandou a própria Bancoop e a tesouraria do PT. A OAS assumiu também a reforma do tríplex de 297 metros quadrados no Edifício Solaris, de frente para o mar do Guarujá, pertencente ao ex-presidente Lula e a sua esposa, Marisa Letícia.
A OAS desempenhou ainda o papel de "laranja" de Lula, passando-se por dona do tríplex. A manobra foi cuidadosamente apurada pelos promotores do Ministério Público de São Paulo, que trabalham a apenas quinze minutos de carro da sede do Instituto Lula. Durante seis meses, eles se dedicaram a esquadrinhar a relação entre a OAS e o patrimônio imobiliário dos chefes petistas. Concluíram que o tríplex no Guarujá é a evidência material mais visível da rentável parceria de Lula com os empresários corruptores que hoje respondem por seus crimes diante do juiz Sergio Moro, que preside a Operação Lava-Jato. Os promotores ouviram testemunhas e obtiveram recibos e contratos que colocam o ex-presidente na posição de ter de explicar na Justiça as razões pelas quais tentou de todas as maneiras negar ser o dono do tríplex. Para os promotores, as negaças de Lula configuram o crime de lavagem de dinheiro.



-veja.abril.com.br/noticia/brasil/ministerio-publico-vai-denunciar-lula-por-ocultacao-de-propriedade - Por: Robson Bonin 22/01/2016