Radio Evangélica

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Enfim Lava-Jato chega até LULA, o chefe mor

Juiz Moro coloca em prioridade investigações de seu triplex
Segundo procurador Fernando Santos Lima, todos os apartamentos do edifício Solaris são alvos da nova fase da operação
A nova fase da Operação Lava Jato, batizada de Triplo X, vai fazer uma varredura em todos os apartamentos do condomínio Solaris, no Guarujá (SP), onde a enrolada empreiteira OAS, investigada por participar do petrolão, assumiu a construção dos imóveis após um calote da Bancoop, a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo. A cooperativa deu calote em seus associados enquanto desviava recursos para os cofres do PT, quebrou em 2006 e deixou quase 3 000 famílias sem seus imóveis, enquanto petistas graúdos, como o ex-presidente Lula, receberam seus apartamentos. Embora oficialmente a fase esteja focada nas atividades criminosas do escritório de São Paulo da empresa Mossack Fonseca, que providenciava a abertura de offshores e tinha contas no exterior para esquemas de lavagem de dinheiro, a relação do próprio presidente Lula e de seus familiares com um tríplex reservado a eles pela construtora OAS também será investigada pela Polícia Federal e pelos procuradores da Lava Jato.
Em abril do ano passado, VEJA revelou que, depois de um pedido feito por Lula ao então presidente da OAS, Leo Pinheiro, a empreiteira assumiu a construção de prédios da cooperativa. O favor garantiu a conclusão das obras nos apartamentos de João Vaccari Neto, por exemplo. Conforme revelou VEJA nesta semana, no processo que tramita em São Paulo e não tem relação direta com o escândalo de corrupção da Lava Jato, Lula será denunciado por ocultação de propriedade. Aliás, o nome da operação Triplo X se refere aos tríplex investigados.
Segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, o apartamento pertencente ao ex-presidente Lula no condomínio Solaris será investigado. "Em relação ao conjunto Solaris, estamos investigando todas as operações desses apartamentos. Queremos verificar se há outros indicativos de lavagem de dinheiro nesse empreendimento. Os imóveis de todas as pessoas que estejam ou tiveram relação com esse investimento serão investigados", afirmou. Os indícios que desencadearam a Operação Triplo X são de ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro e pagamento de corrupção por meio do empreendimento assumido pela OAS no condomínio Solaris.
Segundo a Polícia Federal, as investigações da Triplo X mostram que empresas offshores e contas no exterior eram usadas para ocultar o produto de crimes cometidos contra os cofres da Petrobras. A investida policial ocorre contra a empreiteira OAS, suspeita de ocultar o patrimônio em empreendimentos imobiliários para camuflar o pagamento de propina. Os executivos da OAS já foram condenados por Moro, incluindo o então presidente Léo Pinheiro, penalizado com 16 anos e quatro meses de prisão. Nesta fase, foram decretadas as prisões temporárias de Nelci Warken, Ademir Auada, Maria Mercedes Riano Quijano, Luis Fernando Hernandez Rivero e Ricardo Honorio Neto.
"O condomínio inteiro está sob investigação pela origem dele ter sido um empreendimento da Bancoop. Existe uma ação penal em andamento [contra a Bancoop] em São Paulo. Houve a transferência do empreendimento para a OAS, investigada com seus diretores já condenados na Lava Jato, e a presença de figuras apontadas como destinatárias de muitos dos recursos fruto de corrupção na Lava Jato, como o Vaccari", explicou o delegado Igor Romário de Paula. "Não necessariamente todos os imóveis do Solaris tenham irregularidade. Se houver irregularidade [no tríplex de Lula], ele provavelmente vai ser chamado a falar sobre isso", prosseguiu.



(Via Veja e agências) -pensabrasil.com/enfim-lava-jato-chega-ate-lula-o-chefe-mor-juiz-moro-coloca-em-prioridade-investigacoes-de-seu-triplex/

Lista de offshores de brasileiros em paraísos fiscais é apreendida

Apreendida na fase Triplo X da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quarta-feira (27), uma lista com os nomes de centenas de empresas abertas em paraísos fiscais é considerada por investigadores da Operação Lava Jato uma potencial jazida de informações sobre brasileiros que remeteram ilegalmente recursos para o exterior nos últimos anos.
As planilhas, com os nomes das empresas offshore e os seus respectivos proprietários brasileiros, estavam armazenadas em computadores da filial brasileira da panamenha Mossack Fonseca, segundo a reportagem apurou. O número exato de empresas offshore ainda não foi determinado pela Polícia Federal.
A expectativa entre os investigadores é que as planilhas da Mossack detalhem um esquema de evasão de capitais e lavagem de dinheiro não apenas de suspeitos de corrupção na Lava Jato, mas também em outras áreas.
"A Mossack é bem mais ampla que o caso Lava Jato. A empresa não só apresentou indícios de aparecer em outras investigações já deflagradas como provavelmente vai se descobrir muita coisa. Não podemos descartar que surjam provas para outras investigações", disse Igor Romário de Paula, delegado que está à frente das ações da PF na operação.
Protegidos por barreiras, os arquivos estavam armazenados na internet. Para acessar os dados, os agentes tiveram que imprimir as telas dos computadores da empresa.
Fábrica de laranjas
Fundada no Panamá em 1977 e com filiais em 40 países, a Mossack Fonseca era especialista na abertura de offshores. A partir das interceptações telefônicas feitas durante a Lava Jato, a força-tarefa concluiu que a empresa oferece diversos serviços ilícitos, como a venda de "laranjas" e de empresas offshore com a finalidade de ocultar a real titularidade dos proprietários brasileiros. Também há indícios que ela facilitaria a abertura de contas bancárias no exterior.
Em decisão proferida sobre a 22.ª fase da Lava Jato, o juiz Sergio Moro alega que existem provas "de que a Mossack Fonseca providenciou os serviços necessários para a abertura de offshores para pelo menos quatro agentes envolvidos no esquema criminoso da Petrobras e que as utilizaram para lavagem de dinheiro." A reportagem não conseguiu localizar um representante da empresa.
Procurado, o coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal em Curitiba, Deltan Dallagnol, não quis fazer comentários sobre as apreensões na Mossack porque a Procuradoria ainda não havia tido acesso ao material, mas alertou: "Aconselharia os donos dessas offshore a procurar espontaneamente o Ministério Público, tendo em mente o que aconteceu na Lava Jato. Quem procurou primeiro obteve acordos melhores".
Lei
Manter valores no exterior não é crime, mas donos de recursos acima de US$ 100 mil são obrigados a comunicar à Receita Federal e ao Banco Central.
No submundo da lavagem internacional de capitais, empresas offshore são abertas como meio ocultar dinheiro sem procedência, preservando a identidade de seus verdadeiros donos. Isso é possível porque as offshore geralmente são estruturas jurídicas de cotas ao portador. O passo seguinte é a abertura de uma conta em um terceiro país em nome da offshore. Em geral, o dono do dinheiro consta apenas como procurador de uma conta bancária.
Essa não é a primeira vez que a Mossack Fonseca aparece em investigações policiais. A empresa panamenha também é alvo da Operação Ararath, que investiga crimes financeiros no Mato Grosso. A Justiça do estado de Nevada, nos Estados Unidos, apura se o grupo participou de um esquema de desvio dinheiro público por meio de empresas de fachada para empresários ligados à família Kirchner, da Argentina. (28/01/2016 - FOLHAPRESS)



-gazetadopovo.com.br/vida-publica/lista-de-offshores-de-brasileiros-em-paraisos-fiscais-e-apreendida-8igbcdwugal0m5w12lpeysusw

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Atolada em denúncias de corrupção e na mira da Pixuleco II, Gleisi recebeu “mimos” da OAS

O comprometimento da senadora Gleisi Helena Hoffmann, do PT do Paraná, nos escândalos de corrupção investigados pela Polícia Federal (Lava-Jato, Pixuleco II e Nessun Dorma) não para de crescer.
O envolvimento da petista vai desde denúncias envolvendo milhões (R$ 1 milhão em doação eleitoral "por fora", denunciada por Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, e R$ 7,2 milhões na Pixuleco II). Nova denúncia, feita pelo ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro, revela que Gleisi não desprezava também "mimos" das empreiteiras quando ocupou a Casa Civil (2011-2014).
Em depoimento no âmbito da Operação Lava-Jato, Léo Pinheiro revelou seu apreço por presentear os petistas instalados no poder. E um dos principais alvos dos mimos de Pinheiro era a senadora Gleisi Hoffmann. O ex-presidente da OAS detalhou evidências de que os tais presentes, muito apreciados pela petista, foram efetivamente entregues.
Em 5 de setembro de 2012, Marcos Ramalho, secretário de Léo Pinheiro, enviou-lhe mensagem lembrando que no dia seguinte seria aniversário de Gleisi. "Dr. Zardi sugeriu que envie um Lenço da Hermès. tudo bem para o sr?", pergunta Ramalho, fazendo referência ao então diretor de Relações Institucionais da OAS, Roberto Zardi Ferreira.
No ano seguinte, não foi possível saber qual o presente dado à senadora paranaense, mas fica claro que a data não passou em branco. Em 18 de setembro de 2013, Ramalho escreveu: "Dr. Leo, a ministra Gleisi Hoffman enviou para o Senhor e D. Mariangela (mulher de Pinheiro) um cartão de agradecimento pelo (sic) lembrança do aniversario (sic) dela. Vou scanear (sic) e enviar para o Senhor".
Em 6 de setembro de 2014, novo presente para Gleisi. Mensagem de um número de celular sem identificação diz: "Sen. Gleisi Hoffmann foi entregue no final da tarde de ontem pelo Barreto em sua res. em Brasília".
A legislação não proíbe que políticos recebam presentes, mas o código de conduta dos servidores públicos veda que integrantes do Executivo recebam mimos superiores a R$ 100. Um lenço Hermès custa cerca de 300 euros (R$ 1.329,00) na Europa, enquanto que no Brasil o preço chega a até três vezes mais.



-ucho.info/atolada-em-denuncias-de-corrupcao-e-na-mira-da-pixuleco-ii-gleisi-surge-recebendo-mimos-da-oas

Coordenador de campanha de Gleisi e André Vargas é preso assaltando mulheres no Paraguai

O fundo do poço parece nunca chegar para Gleisi Helena Hoffmann, a senadora petista que está atolada na Operação Lava-Jato, é a principal investigada pela Pixuleco II e possível alvo da Operação Triplo X, esta última deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (27) para investigar lavagem de dinheiro através de imóveis.
Mais novo pesadelo de Gleisi, que está cotada para ocupar a liderança do PT no Senado, André Alliana é ex-secretário de Comunicação do PT do Paraná e foi preso na última sexta-feira (22), em Puerto Iguazú, cidade argentina que fica na fronteira com Foz do Iguaçu.
Assessor do ex-deputado federal André Vargas Ilário (ex-PT), atualmente preso em Curitiba por envolvimento nos crimes investigados pela Lava-Jato, Alliana coordenou todas as campanhas do ex-deputado na região Oeste e é muito ligado a senadora Gleisi Hoffmann, que é presidente do PT do Paraná, de quem também foi coordenador de campanha.
A prisão de Alianna, acusado de roubar mulheres na Argentina, provoca o maior rebuliço nas redes sociais. "Acabei de chegar da Argentina onde André Alliana se encontra preso acusado de 2 assaltos à mão armada. As vítimas o reconheceram. A polícia suspeita que ele tenha realizado dezenas de assaltos na mesma modalidade, sempre nas madrugadas do vizinho país", diz o jornalista Hélio Lucas que acompanha o caso.
Segundo informações obtidas por Lucas, Alliana quebrou a perna (fêmur) quando era perseguido pelos policiais argentinos. Para quem não o conhece, Alliana, além de ex-assessor de André Vargas, coordenou todas as campanhas do ex-petista na região Oeste paranaense.
Em 2014, com Vargas fora da eleição, Alliana coordenou a campanha de outro petista graúdo: o deputado federal Zeca Dirceu, filho de José Dirceu, preso juntamente com Vargas no Complexo Penal de Pinhais, acusado de envolvimento no Petrolão.
Sob a influência de André Vargas, Alliana conseguiu nomear sua mãe, Ilza Rahmeier Alliana, como "assessora parlamentar" do deputado e também trabalhou em empresa terceirizada da Petrobras, no Rio de Janeiro.
Em 2014, na região Oeste do Paraná, André Alliana também coordenou as campanhas de Gleisi Hoffmann ao governo estadual e de Dilma Rousseff à presidência.
Alliana também foi secretário do Meio Ambiente de Foz do Iguaçu no governo de Paulo Mac Donald (PDT), entre 2004 e 2006. No início dos anos 2000, respondeu a inquérito policial por estupro.
Confira abaixo matéria de Viviana Merlo, no "Prensa Policial", sobre a prisão de André Alianna:
"Con un arma de juguete le robo la cartera a una mujer, luego fue detenido
Efectivos policiales que realizaban recorridas de prevención, fueron avisados de este hecho delictivo y tras una persecución detuvieron a un hombre de nacionalidad brasileña autor del robo mencionado. Al mismo se le secuestró un arma de juguete similar a una calibre 9 mm.
Nickol de 23 años edad denunció que cuando caminaba por la Calle 1° de Mayo fue interceptada por un hombre, quien tras exhibirle un arma de fuego le sustrajo la cartera dándose a la fuga.
Efectivos que se hallaban realizando recorridas tras recibir la información, pudieron dar con el masculino, y tras una persecución, procedieron a la detención de André Roberto A. Brasileño, domiciliado en Foz Do Iguazú.
Se secuestró un arma de juguete similar a una calibre 9mm., y cartera de la mujer denunciante, como así también varias documentaciones brasileras de otras personas. El hombre fue trasladado a prisión."



-ucho.info/coordenador-de-campanha-de-gleisi-e-andre-vargas-e-preso-assaltando-mulheres-no-paraguai

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Veneno Natural para Ratos

Veneno ecológico para matar ratos - UTILIDADE PÚBLICA.
Nossos cientistas são feras mesmo!
Método usado por criadores de pássaros!
COMBATENDO OS RATOS.
"Mudei-me há poucos meses para o primeiro andar de um prédio e, como todo paulistano, estou sendo vítima desses indesejáveis hóspedes...
Pergunta daqui, pergunta dali...
Uma amiga me disse que feijão triturado matava ratos, mas não detalhou.
Fui pesquisar e descobri esse estudo da Universidade Federal de Pelotas".
Como fazer:
a) Pegue uma xícara de qualquer feijão cru (sem lavar mesmo);
b) Coloque no multiprocessador ou liquidificador (SEM ÁGUA);
c) Triture até virar uma farofinha bem fininha, mas sem virar totalmente pó.
Onde colocar:
Coloque em montinhos (uma colher de chá) nos cantos do chão;
a) Perto das portas;
b) Janelas (SIM... eles escalam as janelas...)
c) Atrás da geladeira;
d) Atrás do fogão;
e) À beira de esgotos, de córregos e valas, em ruas e/ou alamedas, por exemplo.
OBS.: O custo é muito barato e a eficácia é muito elevada!
O rato come essa farofinha, mas não tem como digerir o feijão (cru), por falta de enzimas digestivas ou substâncias que digerem feijão cru. Isso causa aos ratos envenenamento natural por fermentação. Todos os que ingerem morrem!
A população de ratos se extingue em três dias no entorno da área em que o farelo do feijão cru foi colocado.
DETALHE IMPORTANTE:
a) Ao contrário dos tradicionais venenos (Racumim, por exemplo), o rato morre e não contamina animais de estimação. E a quantidade de feijão que ele ingeriu e o matou é insuficiente para matar um cão ou gato, mesmo porque estes gostam de MATAR pra comer... Mas animal morto, eles não comem. E não há evidências de que o farelo do feijão cru faça mal a gatos e cachorros, pois, eles têm enzimas digestivas capazes de metabolizar esse alimento.
b) Se tiver crianças pequenas (bebês), ainda em período de engatinhamento, que colocam tudo na boca, não faz mal algum, pois o feijão para o ser humano, mesmo cru, é digerido. Mesmo assim, é preciso colocar o "veneno" em lugares seguros, longe do alcance das crianças, isto é, onde crianças não costumam transitar, porque a urina de ratos, em alimentos (no feijão triturado, no caso) pode conter Leptospirose, contaminação microscópica que pode matar seres humanos de qualquer idade, se não tratadas a tempo! Só isso, como cuidado!
DIVULGUEM, POR FAVOR!
NÃO TEM CONTRA INDICAÇÃO.
REPASSEM, POR FAVOR!
O MEIO AMBIENTE E A SAÚDE DE TODOS AGRADECEM!
VAMOS PARAR DE UTILIZAR PRODUTOS QUÍMICOS A TODO MOMENTO!
Helena de Oliveira Schwartz - Educadora Ambiental na ONG Makaya / Casa do Zezinho –


Estudante de pós-graduação em Gerenciamento Ambiental pela ESALQ - USP - Bióloga Licenciada e Bacharel pela UNESP - Campus Botucatu

Lula já é tratado como suspeito em 4 processos

Lula finge não notar, mas sua propalada honestidade já se encontra sob questionamento em pelo menos quatro inquéritos. Num deles, o promotor Cássio Conserino, de São Paulo, avisou que formalizará uma denúncia contra o ex-presidente e sua mulher, Marisa Letícia. Vai enquadrá-los no crime de lavagem de dinheiro. Acusa-os de ocultar a posse de um apartamento triplex no Guarujá. O imóvel foi reformado pela OAS, uma das empreiteiras enroladas na Lava Jato. "Lula e dona Marisa serão denunciados", disse o promotor à revista Veja. "Brevemente, eles serão chamados a depor."
Alheio ao cerco que se fecha à sua volta, Lula ainda cultiva um conceito extraordinário sobre si mesmo. "Se tem uma coisa de que me orgulho é que não tem nesse país uma viva alma mais honesta do que eu", autocongratulou-se há quatro dias, numa entrevista com blogueiros. Nessa mesma conversa, estalando de autoridade moral, Lula desafiou: "Duvido que neste país tenha um promotor, um delegado […] que tenha coragem de afirmar que eu tenha me envolvido em qualquer coisa ilícita neste país."
É como se Lula, trancado em sua autoestima, enxergasse a conjuntura a partir de lentes cor de rosa. O problema é que, afora o processo sobre o apartamento de cobertura no Guarujá, há pelo menos outros três que conspiram contra a ilusão de ótica do cacique petista. Num desses processos, a Polícia Federal apura a suspeita de envolvimento de Lula no loteamento político que deixou a Petrobras vulnerável à pilhagem. Noutro, a PF investiga se Lula está envolvido no caso de venda de medidas provisórias durante sua gestão. Num terceiro, a Procuradoria esquadrinha denúncia de tráfico de influência de Lula em favor de empreiteiras brasileiras que atuam no exterior.
Lula já foi interrogado nos três casos. Em teoria, falou como testemunha. Na prática, foi tratado como suspeito. No inquérito sobre a Lava Jato, conduzido em Brasília pelo delegado federal Josélio Azevedo de Sousa, Lula foi interrogado no mês passado. Compareceu perante o delegado para falar como "informante", na expressão usada pelo ministro Teori Zavascki, do STF, ao autorizar o interrogatório. Mas o doutor Josélio fez questão de expor as suspeitas que nutre em relação a Lula já no ofício que endereçou ao Supremo.
O delegado anotou: "Na condição de mandatário máximo do país" na época do assalto à Petrobras, Lula "pode ter sido beneficiado pelo esquema, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada à custa de negócios ilícitos na referida estatal."
Crivado de interrogações sobre o petrolão, Lula tentou manter diante do delegado a fábula do "eu não sabia". Mas suas contradições denunciaram um depoente em apuros. A certa altura, o doutor Josélio perguntou sobre Renato Duque, o ex-diretor de Serviços da Petrobras, que está preso no Paraná sob acusação recolher propinas na estatal em nome do PT. Lula disse não ter nada a ver com a nomeação de Duque.
Na versão de Lula, o nome de Duque foi submetido à Casa Civil da Presidência, então chefiada por José Dirceu. "Cabia à Casa Civil receber as indicações partidárias e escolher a pessoa que seria nomeada", disse. O delegado perguntou se Duque era o homem do PT na diretoria da Petrobras. Lula disse não saber "se foi o PT ou outro partido" que o indicou. Realçou que não conhecia Duque. E quanto a Nestor Cerveró, outro ex-diretor da Petrobras preso? "Foi uma indicação política do PMDB."
Lula repetiu que não participou do processo de escolha dos diretores da Petrobras. Sustentou que a escolha dos nomes passava pela costura de acordos políticos. Tais acordos "eram feitos normalmente pelo ministro da área, pelo coordenador político do governo e pelo partido interessado na nomeação." Sem mencionar-lhe o nome, acabou jogando Dilma no caldeirão.
A Petrobras é subordinada ao Ministério de Minas e energia. Na época da nomeação dos diretores corruptos, a ministra "da área" era Dilma. O delegado indagou quem era o coordenador político do governo. Lula respondeu que teve vários. Citou quatro: Tarso Genro, Jaques Wagner, Alexandre Padilha e Aldo Rebelo. Alegou não se lembrar qual deles tratou das nomeações de Renato Duque e de Nestor Cerveró.
Espreme daqui, aperta dali, Lula caiu em contradição. Reconheceu que a palavra final sobre as nomeações era dele. Depois de ter jogado toda a responsabilidade sobre os ombros de Dirceu, explicou que os partidos negociavam suas nomeações com diversos atores —os ministros da área, o coordenador político…— "nao somente com o ministro-chefe da Casa Civil." E admitiu: "ao final do processo", o fisiologismo desaguava no gabinete presidencial. Ouvido, Lula "concordava ou não com o nome apresentado". Alegou que baseava suas escolhas em "critérios técnicos que credenciavam o indicado". Deu no que deu.
Dias atrás, ao protocolar no STF denúncia contra o deputado Vander Loubet (PT-MS), acusado de receber petropropinas, o procurador-geral da República Rodrigo Janot anotou no texto conclusões que reforçam a linha de investigação do delegado Josélio. Segundo Janot, Lula concedeu ao senador Fernando Collor (PTB-AL) "ascendência'' sobre a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Fez isso em 2009, "em troca de apoio político à base governista no Congresso Nacional''.
Janot soou ácido. Nas sua definição, formou-se na Na BR Distribuidora, sob Lula, "uma organização criminosa preordenada principalmente ao desvio de recursos públicos em proveito particular, à corrupção de agentes públicos e à lavagem de dinheiro''. Collor nomeou dois diretores da estatal. Lula decerto avaliou que o aliado movia-se por patriotismo. Mas Janot informou na petição ao STF que as diretorias ocupadas por seus apaniguados "serviram de base para o pagamento de propina ao parlamentar.'' Além da turma de Collor, Lula acomodou na BR Distribuidoras apadrinhados do PT, também para realizar a coleta de "valores ilícitos", acusou Janot, numa espécie de aviso sobre o que ainda está por vir na Lava Jato.
Há duas semanas, Lula viu-se compelido a prestar novo depoimento à PF, dessa vez sobre a suposta compra de medidas provisórias por lobistas a serviço de empresas de automóveis. O interrogatório foi constrangedor. Lula foi questionado sobre os R$ 2,5 milhões que seu filho caçula, Luís Claudio Lula da Silva, recebeu do lobista preso Mauro Marcondes, um dos suspeitos de intermediar a comora de MPs. Como de praxe, Lula disse que não sabia de nada.
Lula foi confrontando com o teor de documento apreendido no escritório de Mauro Marcondes. Nele, está escrito: "a MP foi combinada entre o pessoal da Fiat, o presidente Lula e o então governador de Pernambuco Eduardo Campos''. E Lula: "Combinação nesse sentido pejorativo é coisa de bandido. Não ocorreu''. Admitiu, porém, que se reuniu "algumas vezes" com Eduardo Campos e Cledorvino Beline, da Fiat. Alegou que a conversa foi sobre a instalação de fábrica da Fiat em Pernambuco.
A PF mostrou a Lula também minuta de uma carta dirigida a ele pelo lobista Mauro Marcondes em agosto de 2012, já sob Dilma. No documento, o personagem pediu o apoio de Lula para convencer o governo a comprar da empresa sueca Saab caças Gripen para a Força Aéra Brasileira. Lula disse não ter recebido a carta. A despeito da negativa, a PF lhe perguntou se os R$ 2,5 milhões repassados ao seu filho pelo lobista seria uma contrapartida da Saab. "Essa hipótese é um absurdo", reagiu Lula. Seria, então, pagamento da compra de MPs? "Essa hipótese é outra absurdo", repetiu Lula.
A Procuradoria da República interrogou Lula como suspeito também no processo que trata do suposto tráfico de influência internacional em favor de empreiteiras que virariam clientes de suas palestras, tornando-o um próspero ex-presidente da República. As mesmas construtoras frequentam os processos da Lava Jato de ponta-cabeça. Seus executivos estão presos.



-josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2016/01/24/lula-ja-e-tratado-como-suspeito-em-4-processos/

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

SÉRGIO MORO IMBATÍVEL! 413 RECURSOS CONTRA SUAS DECISÕES... SÓ 16 VINGARAM.

Os advogados que defendem os envolvidos na Operação Lava Jato já ajuizaram 413 recursos contra as decisões do Juiz Federal  Sérgio Moro.  Perderam tempo! Os Tribunais Superiores – TRF4, STJ e STF só deram provimento total ou parcial a 16 demandas. A informação está contida na matéria publicada pelo Jornal o Estado de São Paulo desta segunda, 25, e é assinada pelos jornalistas Eduardo Kattah, Fausto Macedo, Ricardo Brandt e Ricardo Chapola. A foto é de Evaristo Sá da AFP.
O índice de revisão das decisões do juiz federal Sérgio Moro na Lava Jato é de menos de 4% (cerca de 3,8%) do total de habeas corpus e recursos de habeas corpus ajuizados pelas defesas na Justiça de segundo grau e nas cortes superiores. Moro é o responsável pela condução da operação na primeira instância, em Curitiba.
Conforme levantamento feito pela Procuradoria-Geral da República e pelo Estado nos tribunais, desde o início da Lava Jato, em março de 2014, até meados de janeiro deste ano, foram ao menos 413 recursos apresentados pelas defesas. Deste total, somente 16 reclamações dos defensores foram concedidas total ou parcialmente e 313 (76%) negadas. Cerca de 85 habeas corpus ainda estão em trâmite (incluindo algumas decisões que foram alvo de recursos).
Na carta aberta em repúdio ao que chamam de "regime de supressão episódica de direitos e garantias verificado na Operação Lava Jato", os advogados afirmam que "magistrados das altas cortes do País estão sendo atacados ou colocados sob suspeita para não decidirem favoravelmente aos acusados em recursos e habeas corpus".
O documento, assinado por pouco mais de 100 advogados e publicado nos principais jornais do País no dia 15, classifica a Lava Jato como uma "espécie de inquisição (ou neoinquisição)" e uma "tentativa de justiçamento, como não se via nem mesmo na época da ditadura".
A manifestação gerou respostas contundentes de entidades da magistratura e do Ministério Público. "Mero falatório, fumaça, que não gera benefício nem para o cliente pretensamente protegido", disse a Associação dos Juízes Federais do Brasil.
A Associação Nacional dos Procuradores da República destacou que as queixas dos advogados "já são objeto de ações e recursos em trâmite no Poder Judiciário e vêm sendo rechaçadas em repetidos julgamentos, afastando qualquer alegação de supressão de direitos aos investigados".
"Os números absolutos de habeas corpus e recursos na Lava jato mostram que há, em verdade, um abuso do uso desses recursos em nosso país", disse ao Estado o procurador Carlos Fernando Lima, da equipe de investigadores em Curitiba. "Quanto às críticas, penso que ataques genéricos, sem a coragem de nominar pessoas ou apontar fatos concretos, somente desqualificam o manifesto. Mas, é claro, o choro é livre."



-politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/cortes-superiores-revisaram-menos-de-4-das-decisoes-do-juiz-sergio-moro/ -cristalvox.com.br/2016/01/25/sergio-moro-imbativel-413-recursos-contra-suas-decisoes-so-16-vingaram/