Radio Evangélica

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Hino Nacional Brasileiro

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
II
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do novo mundo!
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores; "Nossos bosques têm mais
vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".
Ó pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
- Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!
Letra‎: ‎Joaquim Osório Duque Estrada‎ - Composição‎: ‎Francisco Manuel
da Silva‎


“Porque você não lamenta os 24 mil leitos de hospital fechados pelo PT?”

Que decepção com essa classe artística brasileira! Nunca fizeram nada pelos pobres do Brasil. Só pensam em si mesmos
Hoje recebo a notícia que a Faculdade de Comunicação da UFRJ está fechando as portas por falta de dinheiro. Cadê a indignação da Classe artística ? Cadê o desabafo de Wagner Moura?
Wagner não lamenta o fechamento de 24 mil leitos hospitalares pelo governo Dilma.
Porque você não apareceu para lutar contra os desvios nas estatais ?
Porque não levantou sua voz nos superfaturamentos dos estádios para a Copa do Mundo ?
Porque você não se indignou com tantas obras prometidas e não realizadas […] Nem tampouco escreveu um artigo quando subiram as contas de energia elétrica depois de prometerem sua redução?
Porque [Sr. Wagner] vocês não fazem mutirões pra fazer shows ou peças beneficentes pras favelas, para hospitais sem recursos, para comprar cisternas para o povo da seca ?
Pô Wagner! Porque vocês não fazem 'videozinhos' no Youtube para defender os 11 milhões de desempregados de nosso país?
Vocês vivem esfregando riqueza e ostentação na cara do povão e agora querem dar uma de coitados mambembe ?
Será que você se dá conta do que aconteceu com as contas públicas brasileiras? Que estamos em uma situação jamais vivida desde a crise de 1929?
Vai te catar Wagner! Michel Temer não vale nada […] disso eu sei! Só que Dilma vale menos ainda!
ahhh…só uma pergunta pra você caro artista: Você considera TROPA DE ELITE e NARCOS (a vida de Pablo Escobar) como CULTURA?


18/05/2016 - (Patrícia Carvalho) -diariodobrasil.org/porque-voce-nao-lamenta-os-24-mil-leitos-de-hospital-fechados-pelo-pt/#

Dilma e Lula. Não há mais espaço para os dois

Da série "Antes que me esqueça..." nº06
Lula tem motivos de sobra para aparecer abatido, deprimido, preocupado, como atestam as fotos feitas na área externa do palácio do Planalto, por ocasião da saída de Dilma.
O rastreamento de suas pegadas pela operação Lava Jato, a aprovação do impeachment e as nuvens ameaçadoras que pairam no seu horizonte político e no seu partido são motivos de sobra para seu estado de espírito.
Creio, entretanto que há outras razões e, provavelmente mais graves e difíceis de lidar, que passam despercebidas.
Refiro-me às relações de Lula e Dilma e, curiosamente, às condições políticas do criador e da criatura no futuro próximo.
Dilma, por uma daquelas situações imprevistas que se constituem na política, ganhou com o impeachment uma liberdade que antes não tinha: não precisa mais fazer o que não sabe e, ainda por cima, fingindo que sabe - governar.
Não corre mais o risco de presidir o país em meio ao caos econômico e político. O jogo do poder empurrou-a para a guerrilha política novamente, talvez a única forma de política que sabe jogar, restabelecendo uma continuidade que fora rompida na década de 70.
Por guerrilha política entenda-se um conflito político (não militar) feito de escaramuças pontuais para desgastar o inimigo, enfraquecê-lo e conquistar o poder.
Atente-se para o que ela ganhou com o afastamento compulsório provocado pelo processo de impeachment.
Ganhou um inimigo – Temer e seu governo; ganhou os meios de combate – veículos, casas, recursos para viajar dentro do país e no exterior, acesso aos meios de comunicação, auxiliares pagos; ganhou uma causa – lutar contra o golpe em nome da democracia que ela não precisa justificar; ganhou também um tema emocional para mobilizar apoio – sua vitimização; ganhou ainda aliados no Brasil e no exterior, o suficiente para produzir fatos, notícias e declarações; ganhou uma condição mais protegida que Lula em relação à ameaça da operação Lava Jato; e ganhou um partido que, goste ou não, terá que fazer dela a sua bandeira.
Lula, contrariamente à Dilma, será obrigado a "jogar na defensiva" e a ofensiva que lhe restará será apoiar Dilma...
Apoiar Dilma é o que ele tem feito, contrariando seus desejos e ambições. Apoiou de mau grado – segundo se diz - na eleição que desejava disputar; apoiou ao oferecer seus auxiliares mais próximos (Wagner, Berzoini) para ajudá-la no governo, apoiou ao aceitar tornar-se chefe da casa civil do seu governo – uma nítida posição de inferioridade – e apoiou ao se instalar no Hotel Royal Tulip para conseguir votos para ela na Câmara e no Senado.
Ao aceitar a posição subalterna e ao pôr sua reputação, prestígio e esforço à serviço da luta contra o impeachment, Lula deu-lhe o reforço de legitimidade – dentro do PT e na esquerda – com o qual ela poderá removê-lo da liderança do partido.
Se Dilma conseguir evitar o impeachment (o que até agora parece pouco provável) não precisará mais de Lula ao seu lado e, ao contrário, Lula talvez seja então um peso a carregar. Ela terá ocupado o espaço do comando do PT, por ter logrado uma vitória em condições muito difíceis e, mais ainda, poderá herdar de Temer um Brasil certamente melhor, no rumo do crescimento e da estabilização.
Se non è vero, forze è bene trovato.



por Francisco Ferraz - Artigo publicado em 18/05/2016 –puggina.org/artigo/outrosAutores/dilma-e-lula-nao-ha-mais-espaco-para-os-dois/7899

Um começo “porreta”: Temer faz mais e melhor em meio dia do que o PT em 13 anos!

Michel Temer teve apenas a metade de um dia no comando do governo até agora. Ainda assim, já fez mais e melhor do que o PT em 13 anos! Duvida? Acha que exagero? Então vejamos.
Para começo de conversa, restabeleceu o português como língua oficial nos pronunciamentos da  presidência. Sim, aquilo que Lula e principalmente Dilma falavam era outra língua, algum dialeto qualquer. Dilma, então, não era capaz de dizer uma frase com começo, meio e fim que tivesse lógica, coerência. Temer fala bem. Faz bom uso de nossa língua. Utiliza até mesóclise. Dar-lhe-ei crédito por isso. Já é um salto e tanto de qualidade.
Mas não é apenas a forma; o conteúdo também teve enorme upgrade. Temer fez um discurso com cores republicanas e até liberais, destacando as funções básicas do estado e pregando mais espaço para a iniciativa privada. Fez distinção entre governo e estado, algo que se perdera completamente na era lulopetista. Tem sido assessorado por gente de respeito, como o professor de filosofia Denis Rosenfield.
Outra mudança sutil, mas profunda, pode ser encontrada na nova logomarca do governo. As cores vermelhas desapareceram. Agora temos o azul em destaque, com a mensagem "ordem e progresso", justamente o que está em falta no Brasil. O diabo está nos detalhes, e esse detalhe é relevante sim. Fora slogans populistas, megalomaníacos e socialistas do PT; agora é hora de pensar na união do país, de forma serena e séria.
Em seguida, apresentou Henrique Meirelles como ministro da Fazenda. Meirelles foi presidente do Bank Boston, candidato pelo PSDB, depois presidente do Banco Central no primeiro mandato de Lula, o único em que a responsabilidade fiscal foi minimamente respeitada. É um bom nome para a economia, e deve levar consigo uma equipe técnica boa, com nomes como Mansueto Almeida na Secretaria do Tesouro, no lugar de Arno Augustin, e Ilan Goldfajn no Banco Central, no lugar de Alexandre Tombini. Mudanças da água (suja) para o vinho.
O discurso fala em privatizar a infraestrutura do país, o que é altamente desejável, e em corte de milhares de cargos não-concursados no governo, novamente algo muito importante. Ou seja, ao que tudo indica, Temer vai mesmo na necessária linha de menos estado, mais mercado. E Meirelles disse que a reforma da Previdência é uma prioridade, o que está totalmente correto.
Seu ministério está longe de ser sensacional, não por não ter mulher, uma denúncia que só feministas bobocas fazem (preferiam quando tínhamos uma "presidenta" incompetente e ligada a uma quadrilha?), e sim porque nomes estranhos fazem parte da lista. Ainda assim, a quantidade de ministério foi significativamente reduzida, um avanço, e o Ministério da Cultura (MinC) incorporado no da Educação, entregue para o DEM. A elite artística chiou, mas o choro é livre. O que preocupa essa turma é a perda de boquinhas, pois a cultura verdadeira é viva na sociedade, não precisa de mecenas estatal. Um golaço de Temer.
Na mesma linha, o novo presidente (interino) decidiu cortar as verbas para a imprensa chapa-branca, para os blogs sujos que faziam propaganda escancarada para o PT. A esgotosfera está com seus dias contados. Temer vai asfixiar as prostitutas do jornalismo financeiramente, para desespero dos vagabundos. Não é à toa que a esquerda radical está em polvorosa. Diz que não reconhece Temer, "esse canalha", como presidente. Gostam é dos canalhas do PT, que liberam verbas públicas para suas mamatas.
Ou seja, Temer, em meio dia de governo, deu duros golpes na esquerda radical incrustada no estado, gerou a revolta dos "movimentos sociais", dos "intelectuais" e artistas engajados, e das feministas recalcadas de esquerda. Tudo isso enquanto valorizava a língua portuguesa, com uma mensagem clara e positiva, com postura discreta e institucional. E ainda por cima colocando a educação (e cultura) nas mãos do DEM e a economia nas mãos de gente capaz.
Não dá para negar: os petistas fizeram ao menos uma coisa razoável na vida, ainda que de forma inconsciente. Votaram em Michel Temer para vice-presidente. Trata-se de alguém muito acima dos padrões petistas. Seu começo de gestão foi alvissareiro. Claro que não podemos relaxar. Mas, se continuar assim, Temer vai contar com o apoio do Brasil trabalhador, independente de verbas públicas, aquele que produz riquezas. Em frente.


13/05/2016 - Rodrigo Constantino -rodrigoconstantino.com/artigos/um-comeco-porreta-temer-faz-mais-e-melhor-em-meio-dia-do-que-o-pt-em-13-anos/

Lugar Sagrado

Jovens invadem e depredam aquele que deveria ser o mais sagrado dos lugares.
Não é uma igreja, não é um palácio, não é um estádio, é uma escola.
Escolas são lugares sagrados, não no sentido divino ou religioso, mas compreendido como um lugar a ser venerado porque ali se busca o saber, o conhecimento. É ali que se exercita a razão, nossa única ferramenta para a preservação da vida.
Escola não é lugar onde se produz e difunde dogmas, como uma igreja; não é lugar onde se possa produzir coerção, como num palácio; não é lugar para se deixar mover pela paixão, como num estádio.
Escola é lugar para a descoberta da verdade. Não é um lugar para se aprender a obedecer os outros, é um lugar para se aprender a usar a razão, para se aprender a conhecer a realidade, aprender a lógica, descobrir a natureza.
Escola não é um lugar de doutrinação, de catequese, de cooptação, de arrebatamento.
Escola é um lugar para se construir mentes livres e independentes, capazes de gerar valor com base no entendimento.
Entendimento de como as coisas funcionam e como se pode cooperar para aprimorá-las.
Escolas, igrejas, palácios e estádios são lugares simbólicos, cada um com o seu significado.
Todos podem abrigar pessoas com boas ou más intenções. No entanto, não há lugar onde a ação humana terá maior e mais duradoura repercussão do que numa escola.
É ali que se investe no futuro, é ali que se constrói, quase que irreversivelmente, a próxima geração.
Escolas deveriam ser mantidas, pedagógica, operacional e financeiramente, como as mentes de seus frequentadores, livres e independentes, longe dos dogmas, longe da coerção, longe das paixões.
(Roberto Rachewsky - Artigo publicado em 17/05/2016) -puggina.org/artigo/outrosAutores/lugar-sagrado/7897

quinta-feira, 19 de maio de 2016

A História do Brasil do PT

Sem apoio ao pensamento liberal, não importa quantas Dilmas destruírem o Brasil, pois elas serão produzidas em série.
A nova Dilma está sentada ao lado da sua filha na escolinha
A "batalha do impeachment" é a ponta do iceberg de um problema maior, problema este que transcende em muito o cenário mais imediato da crise política brasileira e que independe do destino do impeachment e de sua personagem tragicômica Dilma.
Mesmo após o teatro do impeachment, a história do Brasil narrada pelo PT continuará a ser escrita e ensinada em sala de aula. Seus filhos e netos continuarão a ser educados por professores que ensinarão esta história. Esta história foi criada pelo PT e pelos grupos que orbitaram ao redor do processo que criou o PT ao longo e após a ditadura. Este processo continuará a existir. A "inteligência" brasileira é escrava da esquerda e nada disso vai mudar em breve. Quem ousar nesse mundo da "inteligência" romper com a esquerda, perde "networking".
Ao afirmar que a "história não perdoa as violências contra a democracia", José Eduardo Cardozo tem razão num sentido muito preciso. O sentido verdadeiro da fala dos petistas sobre a história não perdoar os golpes contra a democracia é que quem escreve os livros de história no Brasil, e quem ensina História em sala de aula, e quem discorre sobre política e sociedade em sala de aula, contará a história que o PT está escrevendo. Se você não acredita no que digo é porque você é mal informado.
O PT e associados são os únicos agentes na construção de uma cultura sobre o Brasil. Só a esquerda tem uma "teoria do Brasil" e uma historiografia.
Esta construção passa por uma sólida rede de pesquisadores (as vezes, mesmo financiada por grandes bancos nacionais), professores universitários, professores e coordenadores de escolas, psicanalistas, funcionários públicos qualificados, agentes culturais, artistas, jornalistas, cineastas, produtores de audiovisual, diretores e atores de teatro, sindicatos, padres, afora, claro, os jovens que no futuro exercerão essas profissões. O domínio cultural absoluto da esquerda no Brasil deverá durar, no mínimo, mais 50 anos.
Erra quem pensa que o PT desaparecerá. O do Lula, provavelmente, sim, mas o PT como "agenda socialista do Brasil" só cresce. O materialismo dialético marxista, mesmo que aguado e vagabundo, com pitadas de Adorno, Foucault e Bourdieu, continuará formando aqueles que produzem educação, arte e cultura no país. Basta ver a adesão da camada "letrada" do país ao combate ao impeachment ao longo dos últimos meses.
Ao lado dessa articulada rede de agentes produtores de pensamento e ação política organizada, que caracteriza a esquerda brasileira, inexiste praticamente opção "liberal" (não vou entrar muito no mérito do conceito aqui, nem usar termos malditos como "direita" que deixam a esquerda com água na boca).
Nos últimos meses apareceram movimentos como o Vem Pra Rua e o MBL que parecem mais próximos de uma opção liberal, a favor de um Brasil menos estatal e vitimista. Ser liberal significa crer mais no mercado (sem ter que achá-lo um "deus") e menos em agentes públicos. Significa investir mais na autonomia econômica do sujeito e menos na dependência dele para com paternalismos estatais. Iniciativas como fóruns da liberdade, todas muitos importantes para quem acha o socialismo um atraso, são essencialmente incipientes. E a elite econômica brasileira é mesquinha quando se trata de financiar o trabalho das ideias. Pensa como "merceeiro", como diria Marx. Quer que a esquerda acabe por um passe de mágica.
O pensamento liberal no Brasil não tem raiz na camada intelectual, artística ou acadêmica. E sem essa raiz, ele será uma coisa de domingo a tarde.
A única saída é se as forças econômicas produtivas que acreditam na opção liberal financiarem jovens dispostos a produzir uma teoria e uma historiografia do Brasil que rompa com a matriz marxista, absolutamente hegemônica entre nós. Institutos liberais devem pagar jovens para que eles dediquem suas vidas a pensar o país. Sem isso, nada feito.
Sem essa ação, não importa quantas Dilmas destruírem o Brasil, pois elas serão produzidas em série.
A nova Dilma está sentada ao lado da sua filha na escolinha.



Luiz Felipe Pondé - Filósofo - 15/05/2016 - (Publicado originalmente na Folha) -puggina.org/artigo/outrosAutores/a-historia-do-brasil-do-pt/7893

CRISE - Exército teme ‘ações terroristas’

O afastamento da presidente Dilma Rousseff pode gerar um período de agitação e ações desestabilizadoras no Brasil. Similar ao que acontece na Argentina onde grupos filiados ao Governo K agem na desestabilização do Governo Macri.
Ações de bloqueio realizadas na cidade de São Paulo. Com poucos recursos consegue tumultuar bastante a vida da cidade
A possibilidade concreta de ataques terroristas durante as Olimpíadas, no Rio de Janeiro, é apenas mais uma preocupação para o Exército Brasileiro. Fontes ligadas às Forças Armadas afirmaram à DefesaNet que o clima de tensão se agravou nas últimas horas com a saída de Dilma Rousseff.
O Batalhão de Caçapava, no Vale do Paraíba paulista, está de prontidão há uma semana para possíveis bloqueios e ataques ao longo da Rodovia Presidente Dutra e também expediu um comunicado de alerta para os centros de 'Tiro de Guerra' para que reforcem a guarda nos depósitos de armamentos leves.
O alvo desta vez não é o Estado Islâmico ou qualquer ação que venha do Oriente Médio ou dos países ocupados pela Rússia ou Estados Unidos. Mas de grupos irregulares como o colombiano, s Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que já atuou financiada por partidos políticos de esquerda e sindicatos na desocupação pela Polícia Militar de São Paulo da invasão numa área privada sob litígio judicial conhecida como 'Pinheirinho', em São José dos Campos, em 2012.
Outro grupo que tem chamado atenção são os de extrema esquerda argentinos "La Campora", criados pelos Governos Kirchner como elementos de apoio e ataque a adversários. Atualmente trabalham na desestabilização do Governo Mauricio Macri.
Desde o governo Lula, as FARC não são consideradas uma entidade terrorista no Brasil e nem envolvidas com narcotráfico, como já foi declarado pelas autoridades colombianas e dos Estados Unidos. As FARC são consideradas uma organização terrorista pelo governo da Colômbia, dos Estados Unidos, Canadá e pela União Europeia, inclusive já tendo sequestrado e mantido em cativeiros diversos estrangeiros, inclusive brasileiros.
Os governos do Equador, Bolívia, Brasil, Argentina e Chile não consideram o 'exército popular' de vertente marxista-leninista uma entidade terrorista e a reconhecem como legítima. Isso facilitaria em muito o trânsito dos 'guerrilheiros' no território do país, inclusive com recentes embates no Acre.

Outras Vertentes
Segundo fontes, a inteligência das Forças Armadas constatou que alas mais radicais do PT e de centrais sindicais, além de movimentos irregulares como o MST e MTST, pretendem recorrer as táticas de ações urbanas para iniciar um movimento nacional de desestabilização do governo de Michel Temer.
Uma das ameaças feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio com o "exército do Stédile" são relativizadas. Mais importante é o surgimento de novos grupos de extrema-esquerda.
Grupos que seguem as tendências "Trotskistas" e "Anarquistas" dentro dos movimentos estudantil. Para isso as ações de "ocupações" de escolas são prioritárias como fator de arregimentação e doutrinação ideológica para estes grupos.
Interessante que estas ações são amplamente apoiadas pela imprensa e estão disseminando-se pelo Brasil.
Um item que atrai a atenção dos militares é a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), criada em 2007 pelo ex-presidente Luiz Inácio. Projeto grandioso cujo campus está em construção. Já está em funcionamento sendo a aluna mais famosa, a venezuelana Daniella Cabello Contreras filha do deputado Diosdado Cabello, homem forte no regime chavista. Ela foi  aprovada em 2016, em ciência política e sociologia.
Como suas instalações estão na área da Itaipu Binacional conseguem escapar ao controle de autoridades brasileiras.

Ações de emboscada  
Outro ponto importante são as ações de emboscada com o foco de tornar inviável o trânsito pela principal rodovia do país, a Via Dutra e atuar fortemente nas capitais e nas cidades do eixo Rio-São Paulo com manifestações surpresas e com alto impacto na população. De acordo com os militares ouvidos, o propósito é 'instaurar o clima de terror e pânico e confundir as polícias e as próprias armadas sobre a autoria das ações'.
As informações estão sendo coletadas pelos setores de inteligência das armadas desde as primeiras ações nas manifestações de 2013, quando surgiram indícios de que parte dos atos de vandalismo apresentavam táticas de guerrilha urbana. Além disto, demonstravam ser ações coordenadas por uma estratégia de levante civil, muito semelhante as ocorridas na Venezuela, Argentina e Bolívia.
Com as ameaças dos últimos meses entre blocos de opositores ao governo petista e a militância e setores favoráveis à continuidade do governo, o Exército passou a tomar cautelas até chegar agora ao estado de alerta.

Júlio Ottoboni - Especial DefesaNet -defesanet.com.br/crise/noticia/22346/CRISE---Exercito-teme-%E2%80%98acoes-terroristas%E2%80%99-/